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10
NOV/2017

BNDES tem R$ 500 milhões também para IoT

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Por meio de fundos para inovação, o banco pretende financiar os projetos de Internet das Coisas nas áreas definidas pelo Plano Nacional, nos próximos três anos


Por Edson Perin: 
23 de outubro de 2017 - Apesar da crise e da contenção de gastos determinada pelo governo do presidente Michel Temer – o que está enxugando o orçamento dos ministérios, como é o caso do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) – ainda há uma luz no fim do túnel para dar continuidade ao Plano Nacional de Internet das Coisas (ou IoT, do inglês, Internet of Things). O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) usará R$ 500 milhões que já estão disponibilizados para investimentos em inovação.
De acordo com Ricardo Rivera de Sousa Lima, gerente setorial do BNDES e responsável pelo Plano de IoT na instituição, os recursos estão disponíveis por meio de fundos de venture capital (capital de risco) e serão utilizados pelos próximos três anos. “O Plano Nacional vai servir para nortear esses investimentos e um dos principais enfoques será o segmento de saúde [a proposta de ação do governo prevê que o país experimente a criação de uma rede de IoT inserida em cada uma das quatro verticais priorizadas para o estudo, ou seja, Cidades, Saúde, Rural e Indústria]”, exemplificou Rivera (saiba mais em Governo anuncia estudo de IoT dentro do prazo).

Ricardo Rivera de Souza Lima, do BNDES
Dos 14 fundos que apoiam inovação, podem apoiar IoT o Criatec II, Criatec III, Inseed FIMA – desde que a solução de IoT seja voltada para sustentabilidade –, Performa, Capital Tech II, Aeroespacial e AvanTI, além do PRIMATEC, voltado para empresas de incubadoras. O BNDES destaca que esses são apenas os fundos em período de investimento.
Os fundos em questão já têm cases de apoio a IoT. O Criatec III, por exemplo, tem a Chip Inside, que desenvolve soluções para o monitoramento de conforto, ruminação, saúde animal e detecção de cio para bovinos leiteiros entregando ganho de produtividade. Tem ainda a SVA Tech, que transforma câmeras de segurança já instaladas em um sistema inteligente e multifuncional, com tecnologia de vídeo analítico. O sistema detecta ocorrências pré-configuradas e comanda ações.
A Criatec I conta com a WTI Software, empresa especializada no desenvolvimento de soluções inteligentes voltadas à automação residencial e à governança de TI, por meio de controle e monitoramento de ativos de infraestrutura de TI. Pela Capital Tech, há a Ahgora Sistemas, desenvolvedora de soluções em SaaS (Software as a Service) e HaaS (Hardware as a Service) na área de RH, com foco em gestão de presença, controle de acesso e localização.

Destaca-se ainda a Criatec II, investidora da Chipus, que desenvolve eletrônica básica para chips com aplicações diversas em comunicação e automação; e da Compass 3D. No campo Aeroespacial, a Desh Tecnologia oferece soluções de comunicação sem fio para diversas aplicações industriais M2M (machine-to-machine, ou máquina para máquina), como telemetria de sistemas de energia. E a Geocontrol, especializada em criação, desenvolvimento e produção de tecnologias para as áreas de Mobilidade Urbana e Segurança Pública. Já a Inseed FIMA investiu na Viridis, que tem uma solução de gestão de energia e utilidades voltada para a redução do consumo energético de plantas industriais.
Rivera falou sobre os avanços que a IoT pode trazer para o setor de saúde, por exemplo, como melhorar eficiência do combate de doenças crônicas, controle de pacientes, prevenir situações de risco e epidemias, além de aumentar a eficiência de hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS). Soluções como estas estão entre as prioridades, em função do que o Plano de IoT já oferece como referência.
“Com os projetos piloto, com dinheiro público e privado, queremos evoluir em questões como segurança e privacidade, oferecendo um selo e reconhecimento”, afirma Rivera, ressaltando a ideia de criar redes de colaboração para inovação. “A Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitáriadeverá estabelecer as normas complementares para os projetos”.
O BNDES pode apoiar as empresas que desenvolvem soluções baseados no conceito de Internet das Coisas por meio de diversas formas de financiamento. O financiamento direto, por exemplo, oferece a partir de R$ 10 milhões para investimentos em inovação. O Finem TI investe a partir de R$ 10 milhões em planos de negócios de empresas de software e serviços de TI. O BNDES Giro garante a partir de R$ 20 milhões para capital de giro.
A modalidade de financiamento indireto tem o BNDES Automático (financiamento de até R$ 20 milhões para projetos de investimento); o BNDES MPME Inovadora (financiamento de até R$ 20 milhões para projetos de inovação realizados por micro, pequenas e médias empresas); o Cartão BNDES (crédito para aquisição de bens e serviços credenciados no Portal de Operações do Cartão BNDES); e ainda Participação Acionária, Investimento Direto e Fundos de Investimento.
Em dezembro de 2016, a IoT entrou oficialmente para a agenda estratégica do governo brasileiro graças ao acordo entre o MCTIC e o BNDES, que contou com a transferência ao banco de R$ 17 milhões para apoiar os estudos que dariam base ao Plano Nacional de IoT. O acordo foi firmado com a presença do consórcio formado por McKinsey & Company, Fundação CPqD e Pereira Neto|Macedo Advogados (leia mais em BNDES apresenta chamada pública para IoT).

Fonte: Brasil RFID Journal

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